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Cirurgia bariátrica

A obesidade mórbida é o termo utilizado para definir uma doença adquirida, na qual o grau de obesidade faz com que doenças orgânicas ocorram, ou sejam agravadas pelo excesso de gordura corporal, e tornam cada vez mais sérios os inconvenientes sociais e psíquicos decorrentes. A obesidade está fortemente relacionada com a hipertensão arterial, diabetes tipo II, arteriosclerose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, doenças pulmonares, artrites, cálculos de vesícula, hérnias, varizes e flebites, doenças cutâneas e traumatismos, entre outras enfermidades. Há vários tipos de tratamento cirúrgico, porém, todos devem ser acompanhados de reeducação alimentar e atividade física. As três técnicas mais comuns são: as restritivas, as desabsortivas e as mistas. Veja abaixo mais detalhes:

1 - Técnicas restritivas

São técnicas que limitam o volume de alimento sólido que o paciente ingere nas refeições. De uma forma geral, com estas técnicas o paciente come menos sólidos e pastosos e consequentemente emagrece. O resultado, no entanto, depende da colaboração do paciente pois alimentos líquidos podem ser ingeridos quase no mesmo volume que eram antes da operação e se forem muito calóricos irão atrapalhar ou até impedir a perda de peso.

2 - Técnicas disabsortivas

São operações conhecidas como "desvios do intestino", pois desviam uma boa parte do caminho que os alimentos deveriam fazer para um circuito que propicia uma absorção menor dos nutrientes. São, em geral, bem-sucedidas quanto ao emagrecimento, que pode chegar a 40% do peso original. No entanto, tem necessidade de controle mais rígido quanto a distúrbios nutricionais.

3 - Técnicas mistas

São técnicas que associam um pouco de restrição alimentar com um pouco de disabsorção, ou seja, um desvio intestinal menor. Atualmente, a técnica mais utilizada é a que consiste em uma redução do estômago, por meio de grampeamento. O estômago é dividido em duas partes: uma menor (30ml) que será por onde o alimento irá transitar e outra maior que ficará isolada. Este pequeno estômago é então ligado ao intestino para que o alimento possa seguir seu curso natural. Todas as secreções do estômago separado serão levadas a uma nova costura do intestino feita adiante do intestino que é costurado no estômago. Esta técnica além de limitar o volume do que entra também limita a velocidade de esvaziamento do estômago, pois é aplicada uma banda de contenção.

Todas as cirurgias disabsortivas têm riscos e complicações a curto e longo prazo. É muito importante discutir com seu médico sobre estas complicações e o que pode ser feito para preveni-las.