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Estudo afirma que exame de sangue pode apontar tipo de depressão

Cientistas do King's College London, no Reino Unido, desenvolveram um exame de sangue que pode ajudar médicos a definir o melhor tratamento para pacientes com depressão.

Atualmente, ainda é comum que a escolha do medicamento seja feita com base na resposta do paciente a um determinado tipo de antidepressivo após as primeiras semanas de uso.

Devido ao fato do tempo que esses medicamentos levam para apresentar uma reação, não é raro o médico recomendar a troca do antidepressivo até que o paciente responda positivamente. O mesmo acontece com as doses, que podem ser aumentadas ou diminuídas de acordo com a resposta do organismo da pessoa em tratamento.

Por esse motivo, cientistas buscam há anos encontrar um exame que possa detectar alguns tipos de depressão, auxiliando na indicação da medicação apropriada. O achado do novo exame de sangue pode ajudar o médico psiquiatra a indicar o tratamento adequado de forma mais assertiva, poupando o paciente de mais sofrimento.

 

O Exame

 

O novo exame de sangue conta, basicamente, com dois marcadores inflamatórios: a interleucina-1 beta e o Fator de Inibição da Migração de Macrófagos (FIMM).

 

Os cientistas analisaram o sangue de 140 pessoas com depressão e descobriram que pacientes com altos níveis de marcadores inflamatórios não respondiam bem ao tratamento convencional, comumente feito com medicamentos da família dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina ou antidepressivos tricíclicos.

 

O fator conclusivo tem relação com o tipo de inflamação interferir no processo terapêutico dos remédios convencionais. Porém, novos estudos ainda devem ser feitos até que o exame possa ser realizado por laboratórios, uma vez que a quantidade de pessoas analisadas na pesquisa foi considerada baixa.