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A Vitamina D é uma aliada importante para a fertilidade

Mariana Bueno,

Do Bolsa de Bebê

 

Conhecida por ser responsável pela absorção de cálcio e fósforo no organismo, a vitamina D vem sendo apontada também como uma aliada importante da fertilidade. Diversas publicações científicas já divulgaram estudos que mostram que se a dosagem de vitamina D no organismo estiver baixa, diminui também a capacidade reprodutiva da mulher.

O ginecologista Fernando Prado Ferreira, especialista em reprodução humana da Unifesp, explica que isso realmente pode acontecer. "A vitamina D controla uma série de mecanismos no organismo, como o sistema imunológico, os ossos. E tem influência também na fertilidade, alguns estudos já comprovaram isso", afirma.

Um dos estudos a que o médico se refere foi realizado em países com inverno prolongado. Como a vitamina D é metabolizada no organismo pela exposição da pele ao sol, o que pouco ocorre nesses países, foi observado que a taxa de fertilidade caía durante esse período. Outros problemas, como ovários policísticos, também podem estar relacionados com a falta da vitamina. "Na população normal, o número de pessoas com taxas baixas de vitamina D é de 11%. Nas mulheres com ovários policísticos chega a 44%. A falta dessa vitamina pode causar também a endometriose, já que ela regula a formação de alguns hormônios", afirma.

O médico explica que, como atualmente tomar sol é algo que não vem sendo muito recomendado, essa exposição menor acaba gerando também uma produção menor de vitamina D. Por isso é necessário compensar com uma dieta que contenha alimentos como salmão, atum, óleo de fígado de bacalhau, gema, shitake e laticínios. "Quem tem os níveis normais de vitamina D não precisa aumentá-los, mas quem tem os níveis baixos precisa repor. Antes é necessário fazer um exame para verificar a dosagem", explica.

Durante a gravidez, manter as taxas de vitamina D em ordem também é fundamental, pois, do contrário, as gestantes podem apresentar problemas como pressão alta, diabetes gestacional, e bebês que nascem menores.

A suplementação pode ser feita por via oral, com medicamentos, mas sempre com acompanhamento médico, já que o excesso pode sobrecarregar os rins e causar problemas de saúde.